Nos dias que correm, temos vidas extremamente ocupadas e perseguimos vários objetivos ao mesmo tempo. Não é surpresa que percamos oportunidades porque estamos distraídos e não reparamos nelas.

Não teve mesmo oportunidade para fazer exercício hoje? De devolver aquela chamada telefónica? Concretizar um objetivo significa agarrar oportunidades e agir, antes que estas escorreguem por entre os seus dedos.

Para agarrar o momento, decida, por antecipação, quando e onde vai realizar a ação que pretende. Mais uma vez, seja o mais específico possível, exemplo: se for Segunda, Quarta ou Sexta-feira vou fazer exercício durante trinta minutos antes do trabalho. Diversos estudos demonstram que este tipo de planeamento vai ajudar o cérebro a detetar e a agarrar a oportunidade quando ela surge, aumentando as possibilidades de ser bem-sucedido, sensivelmente em 300%.

Vamos ser francos. Muito poucos de nós somos produtivos como poderíamos ser. Queremos estar focados, ter precisão de sniper em tarefas críticas, fazer mais e melhor, enquanto utilizamos eficientemente o nosso tempo. Em vez disso, distraímo-nos com os colegas, perdemo-nos em emails e ficamos demasiado absorvidos em aspetos pouco importantes de determinados projetos, quando seria muito melhor voltarmos a nossa atenção para coisas bem mais relevantes.

Querer ser mais produtivo não é suficiente para se tornar mais produtivo. Necessita de encontrar formas efetivas para lidar com as distrações, interrupções e excesso de estímulos. Felizmente, há uma estratégia muito simples que demonstrou poder fazer este pequeno truque de magia.

É denominada de planeamento “se-então”, uma forma poderosa de o ajudar a concretizar qualquer objetivo. Centenas de estudos sobre objetivos (desde dieta, exercício, negociação até gestão do tempo) demonstraram que, ao decidir por antecipação – quando e onde vai realizar ações específicas para concretizar o seu objetivo (ex. se são 16h, então vou devolver todas as chamadas telefónicas de hoje) – poderá triplicar as suas hipóteses de sucesso.

Planos se-então assumem a seguinte forma:

Se X acontecer, então vou fazer Y

Por exemplo:

Se não tiver escrito o relatório antes do almoço, então essa é a primeira coisa que vou fazer quando regressar.

Se estiver a ser distraído pelos meus colegas, então vou conversar 5 minutos e volto ao trabalho.

Se são 18h, então vou investir 1 hora no ginásio da empresa antes de ir para casa.

Até que ponto estes planos são efetivos? Uma das investigações analisou pessoas que tinham o objetivo de fazer exercício regularmente. Metade dos participantes foi desafiada a planear quando e onde iriam fazer exercício em cada semana (ex. Se for Segunda, Quarta ou Sexta-feira, então vou ao ginásio uma hora antes do trabalho). Os resultados foram dramáticos. 12 semanas mais tarde, 91% dos planeadores “se-então” continuavam a fazer exercício regularmente, contra apenas 39% dos que não fizeram qualquer planeamento. Resultados similares foram obtidos para outros comportamentos de promoção de saúde, como a realização mensal de auto exames ao peito (100% dos que fizeram o plano contra 53% dos que não fizeram) e exames de cancro no colo do útero (92% dos planeadores contra 60% dos que não planearam).

Porque será que estes planos são tão efetivos? Porque são escritos na linguagem do nosso cérebro – a linguagem das contingências. Os seres humanos são particularmente bons em codificar e recuperar informação em termos de “se X, então Y”. Usar estas contingências permite guiar o comportamento muitas das vezes abaixo da consciência.

Assim que tiver formulado o seu plano “se-então”, a sua mente inconsciente vai começar a escrutinar o ambiente, procurando a situação na parte “se” do seu plano. Isto permite-lhe aproveitar o momento crítico (“São 4 da tarde. É melhor voltar às chamadas”), mesmo quando está ocupado a fazer outras coisas.

Desde que já tenha decidido exatamente o que necessita de fazer, pode executar o plano sem ter de pensar conscientemente sobre isso e perder tempo a deliberar acerca do que fazer a seguir (às vezes isto é consciente e apercebe-se que está a seguir o seu plano. Ainda assim, não tem de ser consciente, o que significa que os planos podem ser executados quando estiver ocupado ou preocupado com outras coisas. É incrivelmente útil).

Se estiver a deixar, dia após dia, demasiadas tarefas importantes por concluir e necessita de agarrar as oportunidades para deixar as coisas feitas, não procure mais: faça um plano simples. Ao usar “se-então” para conquistar os seus resultados não estará, na verdade, a criar mais horas no dia mas vai sentir certamente como se o tivesse feito.

Protocolo se-então

  1. Identifique uma ação crítica que necessita realizar para atingir um objetivo;
  2. Quando e onde deve realizar esta ação? Qual é a ação crítica?
  3. Junte tudo:

Se (ou onde)______________, então____________________

  1. Se forem 8h de Segunda-feira, então vou correr;
  1. Agora, pense num obstáculo que o pode atrasar ou mesmo sabotar. Pode ser uma tentação, distração, ou outro fator que pode interferir com o seu progresso;
  2. Quando a tentação ou a distração aparecer, como vai lidar com ela? O que vai fazer?
  3. Junte tudo:

Se (ou onde)______________, então_____________________

Ex. Se um email de um colega me aborrecer, então vou esperar 30 minutos antes de responder, para conseguir comunicar da melhor forma.

Ganhe no seu mundo. Treine no nosso.
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