Desde muito cedo me interroguei porque é que o sucesso estava reservado apenas a alguns. Sou um acérrimo defensor do livre-arbítrio. E sempre quis acreditar que são as decisões que tomamos e os nossos comportamentos diários que determinam quem vamos ser até à concretização de um sonho.

Tinha demasiadas perguntas e poucas respostas. Fiz muitas experiências enquanto adquiria conhecimento através de livros, artigos, clubes, professores, investigadores e universidades. Utilizava todos os recursos que me pareciam interessantes para responder às perguntas que teimosamente continuavam em aberto. Lentamente, a integração do conhecimento – essencialmente adquirido através do estudo das neurociências, psicologia cognitiva e protocolos de treino do desporto de alta competição-, permitiu-me ter um vislumbre do que se poderia tornar num sistema que potenciasse o sucesso e os resultados.

Claro que sucesso para mim é obrigatoriamente diferente do que é para si. Mas sentimo-nos bem-sucedidos quando deixamos de nos acomodar, de duvidar da nossa capacidade, de achar que algo não é para nós. Sentimo-nos bem-sucedidos quando passamos a ver consistentemente o melhor do mundo e das pessoas, quando não limitamos as nossas expectativas pelo medo de falhar, quando agimos com alegria, motivação e intenção. Sentimo-nos bem-sucedidos quando deixamos de querer que o dia termine para irmos para casa, a semana termine para aproveitarmos o fim-de-semana e o mês termine para recebermos o salário.  Sentimo-nos bem-sucedidos quando começamos a desfrutar de cada momento intensamente, como se fosse o último. Gostaríamos mesmo, que a maior parte dos momentos, por serem tão bons, durassem para sempre. Sucesso está intrinsecamente ligado à felicidade, significado, realização, contribuição, boas relações e a viver o momento presente.

Como qualquer investigador, anotava os protocolos ou fórmulas que utilizava e os resultados que alcançava. E isso permitiu-me chegar a duas conclusões. A primeira parece simples mas tem muito que se lhe diga: o sucesso não é um acaso. Tem estrutura e sequência. E como tal pode ser controlado. A segunda é que ninguém encontra sucesso em livros de autoajuda. Assim como ninguém fica em forma ou corre uma maratona a ver documentários ou a ler sobre o assunto. Os resultados acontecem apenas para os que se atrevem a percorrer o caminho e se mantêm resilientes apesar das adversidades.

Como o trabalho estava documentado, pensei em transformá-lo num guia que todas as pessoas pudessem seguir para se sentirem vivas, motivadas, únicas, bem-sucedidas. E comecei a escrever. Quando terminei o rascunho, enviei-o para uma editora. Passados 10 dias recebi um email com seguinte conteúdo: “Caro Marco, antes de mais, agradeço-lhe a oportunidade que nos concedeu para analisarmos o seu Original. Depois de termos realizado a análise literária e comercial, reconhecemos na sua obra potencial editorial e, assim sendo, temos uma Proposta de Edição para lhe apresentar.”

E assim, começou a materialização de um sonho. Para ficar completo, deixo-lhe o convite para estar presente no lançamento do meu primeiro livro “Esqueça Tudo o Que Sabe”, Quarta-feira, dia 1 de Julho, pelas 19h00 na FNAC do Vasco da Gama. Conto consigo!

Marco Meireles

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