Os resultados são, apenas, afetados pelo comportamento. Claro que o clima interno tem muita influência no comportamento, mas, só por si, não é suficiente para o fazer progredir em direção às suas metas. Temos, geneticamente, uma programação relacionada com a sobrevivência e a maior parte dos nossos comportamentos estão relacionados com ela.

O nosso cérebro é um sobrevivente: para responder, automaticamente, de forma diferente aos mesmos estímulos tem de se adaptar. Isto significa alterar-se, anatómica e quimicamente, num fenómeno denominado de plasticidade.

A plasticidade cerebral é a capacidade que o cérebro tem em adaptar-se (de acordo com as suas experiências) alterando as suas conexões, em função das suas necessidades e do meio ambiente.

Há alguns anos, admitia-se que o tecido cerebral não tinha capacidade regenerativa e que o cérebro era determinado geneticamente. No entanto, não era possível explicar o facto de pacientes com lesões severas (por exemplo, vítimas de AVC) recuperarem muitas das faculdades e funções perdidas.

O aumento do conhecimento sobre o cérebro mostrou que este é muito mais maleável do que, até então, se imaginava, modificando-se sob o efeito da experiência, das perceções e dos comportamentos.

Deste modo, podemos referir que a relação que o ser humano estabelece com o meio produz grandes modificações no seu cérebro, permitindo uma adaptação e aprendizagem constantes, ao longo de toda a vida.

A plasticidade cerebral explica o facto de certas regiões do cérebro poderem substituir as funções das regiões afetadas por lesões cerebrais. Como tal, uma função perdida – devido a uma lesão cerebral – pode ser recuperada por uma área vizinha da zona lesionada.

Porém, a plasticidade cerebral não é apenas relevante em caso de lesões cerebrais. Os mecanismos através dos quais ocorrem os fenómenos de plasticidade cerebral podem incluir modificações neuroquímicas e sinápticas, do recetor neuronal e da membrana e ainda de outras estruturas neuronais.

Ou seja, o cérebro tem a capacidade de mudar e garantir novos padrões de pensamento e comportamento. Perante a cada nova experiência, as sinapses são reforçadas, enfraquecidas ou eliminadas, permitindo a aquisição de novas respostas ao meio.

No limite, todos queremos que os nossos comportamentos sejam, em todas as situações, os mais adequados ao meio envolvente e aos estímulos recebidos. E por comportamentos adequados, quero dizer, comportamentos que nos aproximam dos resultados que ambicionamos.

Com objetivos bem definidos, recompensas associadas e treino adequado, pode condicionar as atitudes, os pensamentos e os comportamentos certos para desenvolver a performance e, consequentemente,  concretizar os resultados que deseja obter. Estas são grandes notícias: Qualquer pessoa pode mudar o que faz e tornar-se na pessoa que deseja ser. A questão que se impõe: de que está à espera?

Marco Meireles

Ganhe no seu mundo. Treine no nosso.
Share This