Quanto mais livre estiver, melhor está a utilizar o tempo. Parece estranho, não é verdade? Estar ocupado é uma grande desculpa para não se fazer o que se tem mesmo de fazer, para evitar as poucas ações cruciais que fazem, verdadeiramente, a diferença nos resultados.

Acredite ou não, só é possível realizar o que é realmente importante, desocupando-se.

Se perguntar à pessoa mais improdutiva, profissionalmente, que conhece se está muito ocupada, a resposta será, invariavelmente: sim, completamente. Ocupação não tem relação com produtividade.

A minha experiência retirou-me a fé nos planeamentos de longo prazo e nos objetivos muito remotos. De facto, o ideal será termos uma ideia do que queremos, remotamente, ser, ter e fazer e estabelecer um plano, em cronograma atualizável diariamente com objetivos muito concretos, a três meses, e objetivos maiores, a um ano. Este é um plano que funciona, pois o cérebro vai navegar à vista, com objetivos anuais (mesmo que não sejam muito precisos), desmultiplicados em trimestrais, mensais, semanais e diários. Isso mesmo, diários. E pode tornar cada dia uma festa, pois o tempo de que necessita para cumprir cada objetivo é determinado pelas tarefas que necessita realizar, cuja duração é definida por si.

Há dezenas de estratégias para otimizar a produtividade. Ou seja obter mais resultados em menos temos e com menor esforço. Hoje vou-me debruçar sobre uma bastante popular mas que raramente é posta em prática: comer os sapos em primeiro lugar.

De acordo com algumas abordagens empíricas à performance, depois de realizar as tarefas mais fáceis, vai estar mais confiante para realizar as mais difíceis. Esta abordagem funciona com algumas pessoas basicamente porque com elas qualquer abordagem funciona. No entanto, para a maior parte das pessoas é totalmente contraproducente.

Tarefas difíceis normalmente necessitam de muito tempo, o que significa que vai querer começar por elas. Estas tarefas podem também necessitar dos poderes criativos do modo de pensamento difuso. Mas aceder ao modo difuso significa que não se pode focar tanto no que pretende resolver. O que fazer?
Tarefas fáceis ou tarefas difíceis? A resposta é começar com os problemas difíceis e rapidamente saltar para os mais fáceis.

Independentemente de estar a realizar um teste, um relatório, a escrever um livro ou mesmo a estudar, dê uma vista de olhos para ganhar uma perspetiva geral do que necessita de fazer.

Comece pelo que lhe parece mais difícil mas defina que vai saltar para outras tarefas passados dois ou três minutos, a partir do momento em que ficar emperrado ou com a sensação de que não está no caminho certo. Isto é excecionalmente útil. Experimente!

Marco Meireles

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