No Sábado passado o pai de um amigo, mas também marido, sogro e avô de pessoas por quem tenho uma enorme estima, e com quem tive a felicidade de conviver várias vezes, deixou-nos.
A vida é fugaz, nós sabemos. No entanto, quando pessoas significativas partem, o vazio fica. E fica porque gostamos delas. E gostamos delas na mesma proporção de como nos fazem sentir. E neste caso, sempre que estive com ele, fez-me sentir bem, único e especial. Deixa saudades. Isto diz muito acerca dele.

Esta é uma realidade a que nenhum de nós pode fugir. Mais tarde ou mais cedo, se a natureza não for contrariada, vamos perder, nesta dimensão, pessoas a quem estamos profundamente ligados.
Há algum tempo atrás perdi também a minha avó Alice. Nunca consegui expressar a dor da sua perda, mas ainda hoje sinto a sua falta. Não me lembro, até à data da sua morte, de um período em que não estivesse presente na minha vida. A sua memória está entranhada em mim e sua influencia perpetuar-se-á até ao fim dos meus dias. Gravei a imagem de a ver sempre fazer tudo o que estava ao seu alcance para nos fazer felizes. Sei que é isso, esteja onde estiver, que deseja para mim.

Este foi um dos gatilhos que me fez lançar de cabeça numa longa e vertiginosa aventura para encontrar uma fórmula, que todos possamos utilizar para vivermos uma vida mais feliz, gratificante e preenchida. Uma fórmula concreta, rigorosa e científica que se opusesse às opiniões e à espiritualidade duvidosa que encontramos em muitos autores e livros de autoajuda. Vais poder encontrar essa fórmula no meu próximo livro “O Plano A” que será lançado em Setembro. Se “O Plano A” impactar a tua vida como melhorou a minha, podes ter a certeza que o melhor ainda está por vir.

Apesar de não haver ainda uma data concreta para o lançamento deste meu novo livro cujo prefácio é da autoria do Professor Doutor Manuel Pinto Coelho, uma autoridade em medicina anti-aging, sei que quero muito ter o prazer da tua companhia nesse dia. Fica o convite.

O modelo científico, racional e objetivo de felicidade que desenvolvi, transformou-se,  naturalmente, num serviço de consultadoria de desenvolvimento da felicidade organizacional, com repercussões incríveis na cultura e clima organizacionais, harmonia, compromisso e produtividade. A felicidade é concreta e pode ser medida. É por essa razão que temos médicos, data scientists e um centro de medicina laboratorial envolvidos neste projeto. A felicidade é medida através da análise de neuromediadores e hormonas específicas. Há uma maneira melhor de viver e nós estamos a levá-la às empresas e aos negócios. Garanto-te: nada será como dantes.

Dalai Lama, certo dia afirmou que o que mais o surpreende são os homens, porque perdem a saúde para ganhar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde. E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente e acabam por não viver nem o presente nem o futuro. E vivem como se nunca fossem morrer… e morrem como se nunca tivessem vivido.

Quero acreditar que tanto a minha avó como o meu amigo que partiu viveram vidas felizes e preenchidas. No entanto, nunca poderemos influenciar o nível de felicidade dos outros. Podemos apenas desejar que sejam felizes, porque, na realidade, a responsabilidade pela felicidade é de cada um de nós. E de mais ninguém. Acredita, és o único responsável pela tua felicidade.

Um acontecimento terrível, como perder alguém próximo e de quem gostamos muito, pode ter o condão de nos despertar. Ninguém com os princípios, valores e crenças incutidos pela nossa sociedade quer morrer. Mas vai acontecer. O tempo é demasiado precioso. É limitado e vai acabar. Ter noção da nossa mortalidade retira-nos a ansiedade, mantém-nos ligados a tudo o que é relevante e faz-nos evitar cair na armadilha de que temos algo a perder. Não há nada a perder. As expectativas dos outros e o medo do fracasso são irreais e desvanecem-se perante a morte. Faz um favor a ti próprio: não desperdices os teus dias a viver a vida e a verdade dos outros.

E é nesse preciso momento, quando deixas de te distrair, e começas a pensar no que andas cá a fazer, que vais ser assaltado por um desejo de viver de acordo com um propósito. De ter uma causa maior pela qual valha a pena lutar e viver.

Quantas mais pessoas perdidas vejo, mais certeza tenho que estão a complicar. A vida é simples. Mas muitos de nós levamo-la demasiado a sério e atribuímos demasiada importância a nós próprios.

Se tudo correr bem, chegarás a velho…
Será que quando lá chegares queres ter o desespero de sentir que desperdiçaste a tua vida?
Que viveste uma vida de acordo com as expectativas dos outros?
Que trabalhaste demasiado e sem manifestares os teus dons e talentos?
Que te fartaste de engolir sapos e nunca expressaste às pessoas que te rodeavam o que sentias verdadeiramente?
Que perdeste contacto ou te zangaste com os teus melhores e mais antigos amigos?
Que levaste a vida demasiado a sério e não te permitiste ser mais feliz?
Que perdeste as pessoas que amavas?
Que abdicaste de algo ou alguém significativo apenas porque te pareceu difícil ou por comodismo?

Há uma elevadíssima percentagem de pessoas que vive distraída e deixa os dias passar. Esforçam-se por não sofrer, que é exatamente o oposto de estar feliz. E quando se aproximam da morte estes sentimentos agudizam-se. Mas deixa-me dizer-te uma coisa, que acho que já sabes. Nessa altura é demasiado tarde. Hoje é o dia para mudares a tua vida. Águas passadas não movem moinhos. O presente é a tua maior dádiva.

Dar um sentido ao que fazemos é incrivelmente importante para a satisfação, para a longevidade, para a motivação e até resiliência, mas não é um destino que o cosmos traçou para vivermos neste planeta. O sentido, no limite é uma decisão. Uma decisão fundamental.

A ciência demonstrou que quem identifica um propósito, tem uma vida muito mais feliz e preenchida. A experiência de o viver é muito significativa, pois as pessoas sabem o porquê de fazerem o que fazem.

Os seus comportamentos ficam alinhados com as suas crenças, referências, preferências e expectativas. Nunca sentem que estão a remar contra a maré. Antes pelo contrário. Fluem na corrente da vida. Têm a sensação que não desperdiçam tempo, e que o investem com elevado retorno naquilo que é realmente importante. Porque quem tem um sentido para a sua vida, conhece as suas prioridades e nunca tem a sensação de vazio nem se sente perdido.

Na língua Okinawana não há uma palavra para descrever reforma. No entanto os habitantes de Okinawa têm uma palavra ‘ikigai’ que traduzida significa aproximadamente “a razão pela qual acordamos de manhã”. Quem tem essa razão, tem um sentido, um propósito. Os vários centenários de Okinawa têm razões, muitas vezes simples, mas suficientemente poderosas para se manterem entusiasmados e com vontade de viver. Não é à toa que mantêm a saúde mesmo depois dos 100 anos. Um dos homens de Okinawa com 102 anos revelou que o seu ikigai é ajudar os seus alunos a tornarem-se mestres de Karaté. Um pescador de 100 anos confessou que o seu ikigai é pescar para alimentar a sua família e para uma senhora de 102 anos é tomar conta da sua tetraneta. Independentemente da nossa opinião, todos eles têm uma razão para acordar todos os dias. Que é o que se pretende. Uma razão suficientemente forte para fazermos o que fazemos. Que dê um sentido à vida. Que vá para além de nós e da experiência do momento.

Até ao nosso próximo contacto desafio-te a pensar no teu propósito.
Qual é a razão que te faz levantar todos os dias motivado e cheio de energia?
Porque razão fazes o que fazes?
Qual é o teu ikigai?
A tua causa?

O objetivo é que, a cada momento, sempre que te imaginares no fim da vida, possas pensar “faria tudo exatamente da mesma maneira”. Significa que estás no caminho certo.
Subscrevo a afirmação de  Martin Luther King: “Quem não tem uma causa pela qual morrer não tem motivo para viver”. Pensa nisto.

Voltarei ao teu contacto novamente em Setembro. Estaremos encerrados no mês de Agosto. Pela primeira vez desde que abandonei a minha vida de estudante terei um mês de férias. Como afirmo muitas vezes, stress sem recuperação transforma-se em distress, altamente nocivo para a performance e bem-estar. E nós não queremos nada disso, certo?

Independentemente de estares de férias ou a trabalhar, desfruta. A vida é muito curta e significativa para ser desperdiçada!

Seguimos juntos.
Forte abraço,
Marco Meireles
http://marcomeireles.com/

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