À medida que as descobertas sobre o cérebro se vão sucedendo, mais fácil se torna perceber como podemos aprender melhor. Os estudos sobre a atenção e a memória permitiram que vários investigadores desenvolvessem estratégias que garantem a aprendizagem de que necessita, para concretizar as suas expectativas. Apresento-lhe as melhores.

1. Desafie-se e aprendaSempre se pensou que todos os neurónios do cérebro já estavam presentes à nascença. Após o nascimento, com a aprendizagem, esses neurónios começavam a conectar-se e os que não eram utilizados morreriam, num processo denominado apoptose – morte celular programada – responsável pela redução do córtex.

2. Faça exercício físico: A melhor prenda que pode oferecer ao seu cérebro é o exercício físico.

3. A prática faz a perfeição: Existem períodos críticos no desenvolvimento do cérebro. Por exemplo, o período crítico para a aquisição de línguas estende-se até à puberdade. Um dos mais bem estudados períodos críticos do cérebro, está relacionado com a perceção de profundidade binocular, que amadurece nos primeiros dois anos de vida.

4. Crie analogias e metáforas visuais vívidas: Uma das melhores coisas que pode fazer, não só para se lembrar, mas também para compreender conceitos, é criar metáforas ou analogias. Quanto mais visuais, melhor. Uma metáfora é apenas uma forma de associar um conceito a outro mais familiar.

5. Crie grupos significativos: Outra técnica para aprender melhor é criar grupos significativos que simplifiquem o material. Digamos que pretende lembrar-se das fases da divisão celular: Prófase, Metáfase, Anáfase e Telófase. As primeiras letras de cada fase abreviam PMAT. Terá resultados na recuperação, se se lembrar de uma embalagem leite ParMalAT.

6. Utilize a técnica do palácio: Esta é uma técnica, particularmente, útil para recuperar informação. Tudo o que necessita de fazer é recordar um lugar familiar, como por exemplo, a sua casa. E esse será o seu bloco de notas. Esta técnica é excelente para se lembrar de itens não relacionados, como por exemplo, uma lista de compras. Pode imaginar a porta da frente com o formato do pacote de leite; o pão, enorme, a descansar no sofá, enquanto vê um grande ovo na televisão. Por outras palavras, vai-se imaginar a passear por um lugar que conhece bem, associando as imagens do que pretende evocar. Experimente. Seja o que for que esteja a tentar aprender, utilize esta abordagem. O início pode ser um pouco lento mas, à medida que treinar, vai-se tornar mais fácil construir imagens mentais sólidas. 

7. Intercale a aprendizagem: A intercalação é, extraordinariamente, importante. Embora a prática e a repetição sejam muito relevantes na construção de sólidos padrões neurais, é a intercalação que constrói a flexibilidade e a criatividade. É quando deixa o mundo da repetição e começa a pensar independentemente e a desenvolver o seu poder criativo. É daqui que parte a inovação, pois quando intercala diversos assuntos ou disciplinas, pode fazer, com maior facilidade, novas conexões entre chunks (nos diversos campos), o que vai, com toda a certeza, disparar, exponencialmente, a sua criatividade. Desenvolver expertise, em diversas áreas, significa que pode levar novas ideias de umas áreas para as outras.

8. Evoque o conhecimento e teste-se: Uma das abordagens mais comuns para tentar aprender a partir de um livro ou notas é, simplesmente, ler e reler. No entanto, o psicólogo Jeffrey Karpickes demonstrou que esta abordagem é muito menos produtiva que uma outra bastante simples: Evocação. Usar a evocação e a recuperação mental de ideias, em vez da releitura passiva, vai tornar a sua aprendizagem muito mais útil e efetiva. A única situação em que a releitura de textos parece ser efetiva é quando deixa passar algum tempo, após a leitura, tornando-a num exercício de repetição espaçada. Para se assegurar que está a aprender e não se está a enganar, teste-se, continuamente. É uma ótima forma de evocação.

9. Erre e saia da sua zona de conforto: Cometer erros é positivo. Não vai querer repetir erros mas estes são muito valiosos quando se está a testar – antes de ter que agir sem rede. Permitem-lhe corrigir o conhecimento e as habilidades, para que se possa desenvolver melhor e mais rapidamente.

10. Durma as horas suficientes: Se fizer um teste, se for posto à prova ou se tiver que realizar uma performance importante e não tiver dormido as horas suficientes, estará a operar com um cérebro que possui toxinas metabólicas a flutuar que não lhe permitem pensar e recuperar chunks de informação e habilidades, eficientemente. É mais ou menos como tentar conduzir um carro que tem açúcar no tanque. Não vai funcionar bem.

11. Pratique deliberadamente: Em vez de cometer o erro comum de praticar algo que já domina, aconselho-o a balancear a sua aprendizagem, focando-se, deliberadamente, no que considera mais difícil. Foque-se em temas, atividades, materiais e comportamentos exigentes. Frequentemente. É o que faz a diferença entre alguém com uma performance elevada e alguém com uma performance razoável ou mesmo sofrível.

 

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